A câmara escura e a lanterna mágica constituem os antepassados mais longínquos da máquina fotográfica e das modernas máquinas de projectar.

A câmara escura deveria já ser conhecida na Antiguidade, mas o seu estudo rigorosamente científico só foi efectuado a partir do século XVI por Leonardo da Vinci, que,  nos seus documentos escritos, datados de 1558, efectua a descrição do princípio óptico, referindo mesmo a possibilidade de obtenção de imagens com absoluto rigor de forma e de cor através da sua projecção sobre uma folha de papel branco.

A lanterna mágica só no século XVII foi inventada, tendo-se ficado a dever ao jesuíta alemão Atanásio Kircher 1. Constitui o antecessor dos modernos sistemas de projecção (diapositivos e cinema) e era um sistema de projecção de imagens sobre um ecrã branco. As gravuras a projectar eram desenhadas à mão sobre lâminas de vidro.

Alguns anos após a invenção da lanterna mágica, o dinamarquês Walgenstein substituiu, em 1660 o processo de iluminação por luz artificial. Apesar de ter constituído inicialmente uma forma de diversão, foi desde muito cedo utilizada como recurso pedagógico. 

O advento da fotografia e os processos de inversão do negativo em positivo permitiram uma maior facilidade e rigor na obtenção de imagens projectáveis, tornando-se os diaprojectores bons auxiliares no campo do ensino, passando a constituir um dos diferentes recursos educativos englobado pela expressão “meios audiovisuais”, sendo a técnica da projecção fixa.

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