Empreendedor desde sua infância, o publicitário Luiz Antonio Galebe têm uma história de vencedor.


Foto: Roberto Setton

Aos 18 anos ele montou sua primeira empresa, junto com um amigo. Não deu certo, mas, Galebe tem o verbo “vender” em seu DNA e foi na televisão que ele encontrou de maneira criativa, o melhor cenário para explorar a publicidade e exercitar sua lábia.

Sua primeira experiência foi feita com uma câmera emprestada. Hoje ele é dono do Shop Tour e orgulha-se de seu case. Principalmente, de ter transformado muitas lojas em redes.

Em um bate-papo descontraído no III Congresso de Empreendedores do CJE-FIESP, Galebe contava que começou a desbravar o filão publicitário em 1987. “Nesta época, eu vendia almoço para pagar a janta. Como não tinha grana, eu buscava anunciante, fazia o roteiro, gravava o anúncio e administrava o negócio em um pequeno escritório com uma única linha telefônica. Isso já em 1999.”, lembrou.

“Ao contrário dos anúncios comuns, o nosso custava barato e era veiculado num horário que ninguém apostava”, dizia ele.  A verdade é que o telespectador começou a parar na emissora para ver “aquele programa de anúncios”.

Focado no objetivo, sua empresa passou a ocupar mais espaço nas madrugadas da Record até que um dia, já no canal UHF – o CBI, ele foi desalojado (o aluguel era de R$ 700 mil / mês). A princípio Galebe não via problemas porque já tinha adquirido um canal próprio. Mas, não contava que o CBI se transformaria num forte concorrente e que sua programação seria copiada.

“Fui apunhalado. As pessoas não percebiam a diferença e assistiam a programação do meu concorrente achando que era o Shop Tour.”

Mais uma vez na vanguarda, usando tecnologia “on-demand“, ele coloca anúncios da televisão na internet. Mas, o faturamento da empresa caiu pela metade em 2005 e Galebe já pensava em abandonar o negócio.

Como se não bastasse, o mascate eletrônico tinha outro desafio: a separação conjugal. “Minha ex-mulher movia uma ação contra min e não deixava ver minhas filhas, fruto de um casamento de dez anos. Já não sabia o que fazer”.

Procurando uma solução, ele encontrou a saída: “volto para televisão e mesmo que não veja minhas filhas, elas poderão me ver e perceber que estou feliz, trabalhando”.

De tanto pensar nisso (também, pela necessidade de sobreviver), Galebe volta novamente para a telinha com seu conceito “galebiano”, brasileiro e original. Um sucesso!

Como todo bom publicitário, ele deixa a dica: “vendedor desinformado não é vendedor. Isso vale também para o empreendedor, para o publicitário e qualquer outro profissional”.

Não dá mesmo para confiar em um vendedor ou mesmo um publicitário que nem se quer conhece seu produto, seu cliente. Vive no mundo da lua.

Em 2007, ele enfatizou na campanha da operadora de celulares Vivo, as ações de reposicionamento e ofertas dos planos Vivo Escolha.

Como empreendedor individual, Galebe é singular. Único!

Rogério A.  Costa
Aluno do curso de Publicidade da Faculdade Cantareira, passou a fazer parte da equipe devido seu alto desempenho e perfil que é uma síntese de produtividade, participação e busca constante pelo crescimento profissional. Atua na Agência Acadêmica administrando e produzindo produtos gráficos para o curso e outros setores da instituição. Possui conhecimentos nas áreas de Web, tratamento de imagem, ilustração digital e editoração eletrônica. É um dos responsáveis pelo projeto do portal do curso. www.costalencar.com.br